Os 5 porquês são a técnica de análise de causa raiz mais simples que existe: diante de um problema, pergunta-se "por quê?" sucessivamente até chegar à causa de origem — em geral, cerca de cinco vezes. Criada por Taiichi Ohno no Sistema Toyota de Produção, parte da premissa de que a primeira resposta quase nunca é a causa real, apenas um sintoma intermediário.
Exemplo industrial: a máquina parou (problema). Por quê? O fusível queimou. Por quê? O motor sobrecarregou. Por quê? O mancal estava sem lubrificação. Por quê? A bomba de lubrificação não funcionava. Por quê? Não havia plano de manutenção preventiva da bomba. A ação eficaz é criar o plano de manutenção — e não apenas trocar o fusível, que resolveria por uma semana.
Na prática, duas regras evitam análises rasas: cada "porquê" precisa ser verificável no local (vá ao gemba, olhe a máquina, o registro, o procedimento), e a análise deve parar quando chegar a algo que a gestão pode mudar — processo, método, sistema — e não em "falta de atenção do operador". Se a causa raiz encontrada não gera ação concreta, a análise parou cedo demais.
Para aplicar este conceito no dia a dia, use a ferramenta Gestão de Não Conformidades (8D + Ishikawa) no PrismaBiz — plataforma de gestão da qualidade do mesmo ecossistema da Anders Tech.
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