Ação preventiva é a ação tomada para eliminar a causa de uma não conformidade potencial — ou seja, um problema que ainda não aconteceu, mas que a análise indica que pode acontecer. O termo era um requisito explícito da ISO 9001:2008; na versão 2015 ele deixou de existir como cláusula separada e foi absorvido pela mentalidade de risco, que permeia toda a norma.
A lógica permanece a mesma: em vez de esperar a falha ocorrer para reagir, a organização analisa seus processos, identifica onde há risco de erro e age antes. Fontes típicas de ação preventiva são a análise de tendência de indicadores (o refugo vem subindo há três meses), reclamações de clientes em produtos similares, resultados de FMEA e observações de auditoria classificadas como oportunidade de melhoria.
Na prática, empresas que ainda usam o termo "ação preventiva" no seu SGQ não estão erradas — a norma não proíbe. O que a auditoria avalia é se a organização identifica riscos e age sobre eles. Um plano de ação simples ligado à matriz de riscos, com responsável e prazo, atende ao requisito com muito menos burocracia que os antigos formulários de ação preventiva.
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