Saída não conforme é o produto ou serviço que não atende aos requisitos, em qualquer etapa — da matéria-prima reprovada no recebimento à peça defeituosa detectada pelo cliente. A cláusula 8.7 da ISO 9001 exige que essas saídas sejam identificadas e controladas para prevenir uso ou entrega não intencional, e que a organização tome ações apropriadas conforme a natureza e o efeito da não conformidade.
As disposições possíveis são: correção (retrabalho, com reinspeção obrigatória depois), segregação, contenção, devolução ou suspensão do fornecimento, informação ao cliente e obtenção de autorização para aceitação sob concessão — o cliente aceita formalmente o desvio, geralmente com desconto ou restrição de uso. Tudo registrado: descrição da não conformidade, ações tomadas, concessões obtidas e autoridade que decidiu.
Na prática, o fundamento físico vem antes do papel: área ou dispositivo de segregação identificado (a clássica "gaiola vermelha") para que peça reprovada não volte ao fluxo por engano — a maior parte dos "escapes" para o cliente é peça não conforme que ficou no lugar errado. Defina também quem tem autoridade para cada decisão: operador segrega, qualidade decide retrabalho, só o nível definido autoriza concessão com cliente. Ambiguidade de autoridade é onde o lote ruim embarca.
Para aplicar este conceito no dia a dia, use a ferramenta Gestão de Não Conformidades (8D + Ishikawa) no PrismaBiz — plataforma de gestão da qualidade do mesmo ecossistema da Anders Tech.
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