Retrabalho é a ação de reprocessar um produto não conforme para torná-lo conforme: soldar de novo, usinar novamente, repintar, remontar, corrigir o documento. Diferente do refugo, o material se salva — mas o custo é real e frequentemente subestimado: horas de mão de obra e máquina consumidas duas vezes pela mesma peça, atraso na programação, energia, insumos e, muitas vezes, um segundo ciclo de inspeção.
O retrabalho é o desperdício mais tolerado da indústria porque cria a ilusão de solução: a peça foi salva, o cliente recebeu, ninguém registrou. Fábricas com cultura de "ajeitar" convivem com postos informais de retrabalho que não aparecem em indicador nenhum — o custo se dissolve na folha de pagamento e na hora-máquina. A ISO 9001 exige que produto retrabalhado seja reinspecionado contra os requisitos e que a não conformidade original seja registrada.
Na prática, o primeiro passo é dar visibilidade: registrar horas de retrabalho por ordem de produção (mesmo que estimadas) e transformá-las em reais por mês. O número costuma chocar — estudos setoriais apontam de 2% a 5% do faturamento em não qualidade em empresas sem SGQ estruturado. Com o dado na mesa, o Pareto define onde atacar primeiro.
Para aplicar este conceito no dia a dia, use a ferramenta Gestão de Não Conformidades (8D + Ishikawa) no PrismaBiz — plataforma de gestão da qualidade do mesmo ecossistema da Anders Tech.
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