O Controle Estatístico de Processo (CEP) é o uso de gráficos de controle para monitorar a variação de um processo ao longo do tempo e distinguir a variação natural (causas comuns, inerentes ao processo) da variação anormal (causas especiais, que exigem intervenção). Desenvolvido por Walter Shewhart nos anos 1920, é a base científica do controle de qualidade moderno.
O gráfico de controle plota a característica medida (diâmetro, peso, temperatura) com limites de controle calculados estatisticamente a partir do próprio processo. Ponto fora dos limites, sequência de pontos subindo ou padrão não aleatório indicam causa especial: algo mudou — ferramenta desgastou, lote de matéria-prima diferente, operador novo. O CEP também mede a capacidade do processo (índices Cp e Cpk), que dizem se o processo, mesmo estável, consegue atender a especificação do cliente.
Na prática, comece o CEP pelas características críticas para o cliente, não por todas as cotas do desenho. O ganho real vem da reação: um gráfico que ninguém olha é papel de parede. Defina regras claras de reação para o operador (o que fazer quando o ponto sai do limite) e revise a capacidade do processo antes de aceitar novos contratos com tolerâncias apertadas.
Para aplicar este conceito no dia a dia, use a ferramenta Indicadores KPI e Dashboards no PrismaBiz — plataforma de gestão da qualidade do mesmo ecossistema da Anders Tech.
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