Poka-yoke é o termo japonês para dispositivo à prova de erro: uma solução física ou lógica que impede o erro de acontecer ou o detecta no instante em que ocorre, antes de virar defeito. Conceito desenvolvido por Shigeo Shingo no Sistema Toyota, parte de uma premissa realista: pessoas erram, e depender de atenção e memória é a forma mais frágil de controle.
Exemplos clássicos: o conector USB que só encaixa na posição certa, o gabarito que não permite fixar a peça invertida, o sensor que trava a prensa se a peça estiver mal posicionada, o campo de sistema que não aceita salvar o pedido sem o código do cliente. Poka-yokes de prevenção impedem o erro; os de detecção alertam imediatamente — ambos são muito mais eficazes e baratos que inspeção no final da linha.
Na prática, procure oportunidades de poka-yoke sempre que uma ação corretiva terminar em "reforçar o treinamento" ou "orientar o operador" — sinal de solução frágil. Pergunte: como tornar esse erro impossível ou imediatamente visível? Um batente soldado de R$ 50 costuma resolver o que três treinamentos não resolveram.
Para aplicar este conceito no dia a dia, use a ferramenta FMEA (DFMEA/PFMEA) no PrismaBiz — plataforma de gestão da qualidade do mesmo ecossistema da Anders Tech.
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