Medição e Indicadores

O que é Custo da não qualidade?

Custo da não qualidade é a soma de tudo o que a empresa gasta porque as coisas não saíram certas da primeira vez. Divide-se classicamente em falhas internas — refugo, retrabalho, reinspeção, paradas, reprogramação — e falhas externas, as mais caras: devolução, garantia, frete extra, multa contratual, atendimento de reclamação e o custo invisível do cliente que não volta.

O modelo completo (custos da qualidade) inclui também os custos de prevenção (treinamento, FMEA, manutenção preventiva, consultoria) e de avaliação (inspeção, calibração, auditoria). A lógica econômica que justifica um SGQ é a troca favorável entre essas categorias: cada real investido em prevenção reduz vários reais de falha. Estudos setoriais estimam a não qualidade entre 5% e 25% do faturamento em empresas que não a medem — justamente por não medirem.

Na prática

Na prática, não espere um sistema de custeio perfeito para começar: some o que já é visível (refugo valorizado, horas de retrabalho, fretes extraordinários, descontos por atraso, garantias pagas) e apresente mensalmente em reais. Esse único número muda a conversa sobre qualidade na direção — deixa de ser "custo do certificado" e vira "quanto estamos perdendo por mês sem ele".

Ferramenta relacionada

Para aplicar este conceito no dia a dia, use a ferramenta Indicadores KPI e Dashboards no PrismaBiz — plataforma de gestão da qualidade do mesmo ecossistema da Anders Tech.

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