Takt time é o ritmo de produção necessário para atender a demanda do cliente: tempo disponível de produção dividido pela demanda no período. Se o turno tem 480 minutos úteis e o cliente precisa de 240 peças por dia, o takt é de 2 minutos — a cada 2 minutos, uma peça boa precisa sair da linha. A palavra vem do alemão Takt, a batuta que marca o compasso da orquestra.
O takt não é a velocidade máxima da fábrica; é a velocidade certa. Produzir mais rápido que o takt gera superprodução e estoque; mais devagar, atraso e hora extra. Comparar o tempo de ciclo de cada posto com o takt revela gargalos (posto mais lento que o takt) e desbalanceamentos (postos muito mais rápidos, gente ociosa) — é a base do balanceamento de linha e do dimensionamento de equipe.
Na prática, calcule o takt por família de produto e revise quando a demanda mudar de patamar. Na produção sob encomenda, típica das metalúrgicas da região, o takt puro é menos direto — use-o nos processos repetitivos (corte, dobra, solda de itens padronizados) e combine com gestão de capacidade nas etapas variáveis. O ganho está em enxergar o gargalo com número, não por sensação.
Para aplicar este conceito no dia a dia, use a ferramenta Indicadores KPI e Dashboards no PrismaBiz — plataforma de gestão da qualidade do mesmo ecossistema da Anders Tech.
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