OEE (Overall Equipment Effectiveness) é o indicador que mede quanto um equipamento realmente produziu de peças boas em relação ao seu potencial teórico. É o produto de três fatores: disponibilidade (tempo rodando ÷ tempo programado, descontando quebras e setups), performance (velocidade real ÷ velocidade nominal, capturando pequenas paradas e ritmo reduzido) e qualidade (peças boas ÷ peças produzidas).
A força do OEE está em expor as seis grandes perdas de forma comparável: um OEE de 60% significa que 40% da capacidade paga se perde em quebra, setup, pequenas paradas, velocidade reduzida, refugo e retrabalho. Classe mundial é referência de 85%, mas o valor absoluto importa menos que a tendência e a análise: qual dos três fatores está derrubando o índice, e qual perda específica atacar primeiro.
Na prática, comece medindo o OEE só do gargalo — é onde cada ponto percentual vira faturamento. Colete as paradas com motivo (mesmo em papel, no início), monte o Pareto das perdas e ataque a maior. Cuidado com o uso do OEE como punição de operador: quando o índice vira meta individual sem análise, os apontamentos de parada passam a ser maquiados e o dado morre.
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